Exercícios para lipedema: o que ajuda

Ana Helena Lopes, fisioterapeuta (CREFITO 38475-F) com mais de 25 anos de prática clínica, no Setor Marista.

Ana Helena Lopes, fisioterapeuta, no consultório

Os exercícios que mais ajudam no lipedema combinam aeróbico de baixo impacto — caminhada, bicicleta, exercício na água — com treino de força. Nos estudos, essa combinação melhorou a caminhada, a força e a dor. O exercício não elimina a gordura do lipedema, mas protege as articulações e faz parte do tratamento conservador.

Por Ana Helena Lopes, fisioterapeuta (CREFITO 38475-F) · Atualizado em

O que o exercício faz

Melhora a capacidade de caminhar, a força e a dor, protege as articulações e ajuda no controle do peso.

O que ele não faz

Não elimina a gordura do lipedema. Muitas pacientes treinam anos e a desproporção continua — não é falta de esforço.

Quais exercícios são indicados para lipedema?

A revisão de 2026 da BMC Women’s Health mostrou que mulheres com lipedema costumam ter menos força e caminhar menos, e que programas combinando aeróbico e força trouxeram ganho de caminhada, força e menos dor.

Exercícios indicados para lipedema e por quê
Exercício Por que ajuda
Caminhada e bicicleta Aeróbico de baixo impacto. A panturrilha trabalha como bomba e ajuda o retorno de líquido.
Exercício na água Hidroginástica e natação: a pressão da água ajuda a conter o inchaço e poupa as articulações.
Musculação Fortalece pernas e quadril, que sustentam o peso extra e protegem joelhos. Carga progressiva, orientada.
Pilates e alongamento Mobilidade, postura e controle do movimento. Bom complemento, não substitui o aeróbico e a força.

Como começar a treinar com lipedema?

  1. 1

    Avalie antes

    Estágio, dor, joelhos e inchaço mudam o que é indicado para você.

  2. 2

    Use a compressão

    Em geral, treinar com a malha compressiva reduz o desconforto e o inchaço depois.

  3. 3

    Comece leve e progrida

    Aumente o tempo antes da intensidade. Dor que piora no dia seguinte pede ajuste.

  4. 4

    Combine aeróbico e força

    Os programas que mais mostraram benefício juntaram as duas coisas.

Treina e as pernas não mudam?

Isso é um sinal de lipedema, não de preguiça. Faça o autoteste de lipedema em 2 minutos.

Veja também meia de compressão para lipedema, dieta para lipedema, lipedema nos braços e o tratamento de lipedema em Goiânia.

Fisioterapia para lipedema em Goiânia

Na avaliação, a fisioterapeuta identifica o estágio, mede, orienta o exercício e a compressão. Na Clínica Morada, no Setor Marista, sem precisar de encaminhamento.

Clínica Morada Rua 30, nº 168, Setor Marista
Goiânia/GO, 74150-100

(62) 98187-2320 Segunda a sexta, das 09h00 às 17h00

Quem vai te atender

Ana Helena Lopes

Ana Helena Lopes

Fisioterapeuta · CREFITO 38475-F

Conhecer a trajetória
  • 25+ anosde prática clínica
  • Mestreem Ciências, ênfase em oncologia
  • Juzo especialista credenciada

Ana Helena Lopes é fisioterapeuta dermatofuncional e linfoterapeuta em Goiânia, CREFITO 38475-F, mestre em ciências com ênfase em oncologia. Trata lipedema na Clínica Morada, no Setor Marista, com compressão, drenagem e exercício orientado. São mais de 25 anos de prática clínica e 20 anos formando fisioterapeutas.

Perguntas frequentes sobre exercício e lipedema

Qual o melhor exercício para lipedema?

Não há um único melhor. Os programas com mais benefício nos estudos combinaram exercício aeróbico e treino de força, com melhora da distância de caminhada, da força e da dor. Na prática, caminhada, bicicleta, exercício na água e musculação orientada são boas bases, ajustadas ao estágio e às articulações.

Exercício faz a gordura do lipedema diminuir?

Em geral, não elimina. A gordura do lipedema costuma resistir a dieta e exercício: na pesquisa de Aday e colaboradores (2024), com 707 mulheres, mais da metade relatou nenhuma melhora dos sintomas com dieta ou exercício. O exercício é importante pelo que faz na dor, na força e nas articulações.

Quem tem lipedema pode fazer musculação?

Pode e, em geral, deve. O treino de força protege joelhos e quadril, que carregam o peso extra das pernas. O ideal é começar com carga leve, progredir aos poucos e ter orientação profissional.

Exercício de impacto piora o lipedema?

Não há prova de que piore o lipedema em si, mas o impacto pode incomodar e sobrecarregar as articulações, principalmente nos estágios mais avançados. Por isso as atividades de baixo impacto costumam ser a porta de entrada.

Quem tem lipedema pode correr?

Pode, se não houver dor e as articulações aguentarem. A corrida tem impacto maior, então costuma entrar depois de uma base de caminhada e fortalecimento, com compressão e progressão lenta. Se as pernas doem ou incham mais nos dias seguintes, vale trocar por bicicleta, elíptico ou exercício na água.

Quem tem lipedema pode tomar creatina?

Não há estudos sobre creatina especificamente no lipedema, nem a favor nem contra. A decisão sobre suplementos é do médico ou do nutricionista, que avaliam rins, medicações e objetivo do treino.

Devo treinar com meia de compressão?

Em geral, sim. A compressão durante a atividade costuma reduzir o desconforto e o inchaço. A classe e o modelo da malha saem da avaliação.

Minhas pernas doem depois do treino. É normal?

Algum cansaço é esperado. Dor que piora no dia seguinte, roxos novos ou inchaço que não cede pedem ajuste de tipo, volume ou intensidade. Vale conversar com a fisioterapeuta.

Exercício substitui o tratamento?

Não. É uma parte dele. O tratamento conservador do lipedema inclui compressão, drenagem linfática, exercício e cuidados com a pele, e o Consenso Brasileiro de Lipedema coloca esse tratamento à frente da cirurgia.

Referências

  1. ÅSTRÖM MALM, I. et al. Objective measures of physical activity and physical capacities in lipedema: a scoping review. BMC Women’s Health, v. 26, 50, 2026. Acessar
  2. MODENA, D. A. O. et al. The role of physical therapy in the treatment of lipedema: an integrative review of therapeutic strategies and the current clinical landscape. Jornal Vascular Brasileiro, v. 25, e20250196, 2026. Acessar
  3. ADAY, A. W. et al. National survey of patient symptoms and therapies among 707 women with a lipedema phenotype in the United States. Vascular Medicine, v. 29, n. 1, p. 36–41, 2024. Acessar
  4. AMATO, A. C. M. et al. Brazilian Consensus Statement on Lipedema using the Delphi methodology (Consenso Brasileiro de Lipedema). Jornal Vascular Brasileiro, v. 24, e20230183, 2025. Acessar

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