Linfedema primário e secundário

Ana Helena Lopes, fisioterapeuta (CREFITO 38475-F) com mais de 25 anos de prática clínica, no Setor Marista.

Ana Helena Lopes, fisioterapeuta, no consultório

Linfedema primário é causado por uma alteração na formação do próprio sistema linfático, muitas vezes genética, e pode aparecer ao nascer, na puberdade ou na vida adulta. Linfedema secundário é adquirido: o sistema linfático era normal e foi lesado por cirurgia, radioterapia, infecção ou trauma. O tratamento é o mesmo.

Por Ana Helena Lopes, fisioterapeuta (CREFITO 38475-F) · Atualizado em

Qual a diferença entre linfedema primário e secundário?

Linfedema primário e secundário: comparação
Primário Secundário
Causa Alteração no desenvolvimento do próprio sistema linfático, muitas vezes genética Dano adquirido a um sistema linfático que era normal
Quando aparece Ao nascer, na puberdade ou na vida adulta Depois do evento que lesou os linfáticos: cirurgia, radioterapia, infecção
Frequência Raro É a forma mais comum
Exemplo típico Inchaço de perna que começa perto da primeira menstruação Braço inchado depois do tratamento de câncer de mama
Tratamento Terapia Física Complexa e compressão Terapia Física Complexa e compressão

O que é linfedema primário?

É o linfedema que nasce de uma alteração do próprio sistema linfático, que se formou com vasos ou linfonodos em número, tamanho ou funcionamento insuficientes. É raro: um estudo da Mayo Clinic estimou 1,15 caso para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos, com predomínio em meninas perto da primeira menstruação. É classificado pela idade em que aparece:

  1. 1

    Congênito

    Presente ao nascer ou nos primeiros anos de vida.

  2. 2

    Precoce

    Aparece na puberdade ou no início da vida adulta. É a forma mais frequente.

  3. 3

    Tardio

    Surge depois dos 35 anos, sem outra causa que explique.

Algumas formas têm causa genética conhecida e aparecem em mais de uma pessoa da família. A investigação genética, quando indicada, é feita pelo médico.

O que é linfedema secundário?

É o linfedema adquirido, e a forma mais comum. O sistema linfático funcionava e foi lesado. As causas mais frequentes:

  • Retirada de linfonodos no câncer (mama, útero, ovário, próstata, melanoma)
  • Radioterapia
  • Erisipela de repetição
  • Trauma ou cirurgia no membro
  • Insuficiência venosa crônica
  • Filariose (em regiões onde ocorre)

Braço inchado depois do câncer de mama? Veja linfedema após câncer de mama. Perna inchada? Veja linfedema nas pernas.

Como é o tratamento nos dois tipos?

O mesmo: Terapia Física Complexa, em duas fases. Muda o que se investiga antes. No primário, o médico pode pedir exames para entender a malformação; no secundário, a história costuma apontar a causa. A fisioterapeuta com experiência em linfedema identifica o quadro e o estágio na avaliação.

  1. 1

    Fase intensiva

    Drenagem linfática manual, enfaixamento, exercício e cuidados com a pele, para reduzir o volume.

  2. 2

    Manutenção

    Malha compressiva sob medida, autocuidado e reavaliações. É o que segura o resultado.

Tem cura? Veja linfedema tem cura? Sinais e estágios em linfedema: causas e sintomas.

Onde tratar linfedema em Goiânia?

Na Clínica Morada, no Setor Marista, ou em casa, em Goiânia e região metropolitana, na fase intensiva.

Clínica Morada Rua 30, nº 168, Setor Marista
Goiânia/GO, 74150-100

(62) 98187-2320 Segunda a sexta, das 09h00 às 17h00

Quem vai te atender

Ana Helena Lopes

Ana Helena Lopes

Fisioterapeuta · CREFITO 38475-F

Conhecer a trajetória
  • 25+ anosde prática clínica
  • Mestreem Ciências, ênfase em oncologia
  • Juzo especialista credenciada

Ana Helena Lopes é fisioterapeuta dermatofuncional e linfoterapeuta em Goiânia, CREFITO 38475-F, mestre em ciências com ênfase em oncologia. Trata linfedema primário e secundário, de braços e pernas, na Clínica Morada, no Setor Marista, e em domicílio. São mais de 25 anos de prática clínica e 20 anos formando fisioterapeutas.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre linfedema primário e secundário?

No primário, o próprio sistema linfático se formou com alteração, muitas vezes genética. No secundário, o sistema linfático era normal e foi lesado depois, por cirurgia com retirada de linfonodos, radioterapia, infecção, trauma ou outra doença. O tratamento é o mesmo.

Linfedema primário é genético?

Muitas vezes, sim. Há formas ligadas a alterações em genes específicos, e algumas aparecem em mais de uma pessoa da família. Em boa parte dos casos, porém, a alteração genética não é identificada. A investigação é feita pelo médico quando necessário.

Linfedema primário pode aparecer na vida adulta?

Pode. Ele é classificado pela idade de início: congênito, quando aparece ao nascer; precoce, na puberdade ou início da vida adulta; e tardio, depois dos 35 anos.

Qual é o mais comum?

O secundário. O primário é raro: um estudo da Mayo Clinic estimou 1,15 caso para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos, com predomínio em meninas perto da primeira menstruação.

Linfedema primário tem cura?

Não, assim como o secundário. Mas é controlável: com a Terapia Física Complexa e a compressão contínua dá para reduzir o volume, aliviar o desconforto e evitar a progressão.

Lipedema é um tipo de linfedema primário?

Não. Lipedema é uma doença do tecido adiposo, com gordura dolorosa e simétrica que poupa os pés. Linfedema é falha do sistema linfático. Os dois podem aparecer juntos, e aí se chama lipolinfedema.

Referências

  1. GRADA, A. A.; PHILLIPS, T. J. Lymphedema: pathophysiology and clinical manifestations. Journal of the American Academy of Dermatology, v. 77, n. 6, p. 1009–1020, 2017. Acessar
  2. EXECUTIVE COMMITTEE OF THE INTERNATIONAL SOCIETY OF LYMPHOLOGY. The diagnosis and treatment of peripheral lymphedema: 2020 consensus document. Lymphology, v. 53, n. 1, p. 3–19, 2020. Acessar
  3. SMELTZER, D. M.; STICKLER, G. B.; SCHIRGER, A. Primary lymphedema in children and adolescents: a follow-up study and review. Pediatrics, v. 76, n. 2, p. 206–218, 1985. Acessar
  4. CONNELL, F. C. et al. The classification and diagnostic algorithm for primary lymphatic dysplasia: an update from 2010 to include molecular findings. Clinical Genetics, v. 84, n. 4, p. 303–314, 2013. Acessar

Primário ou secundário, tem tratamento.

Quanto antes começa, mais dá para reduzir.